ô palavrinha infernal: Hipster. Já se foi a época em que a palavra da vez que ninguém sabia a definição era "emo", "alternativo", e a do "rock" e a do "punk". Mexer com adolescente é uma faca de 3 gumes (em espaços vetoriais de dimensões imperceptíveis isso é certamente possível. às vezes) porque eles são um bando de calcinha na bundinha.
parece que não há rotulamento para essas trends dos anos atuais. O que é bom nesta tendência do não-rotulamento: os conceitos de sexualidade, raça/cor e etc estão mais amplos e verossímeis, mas, em contrapartida, às vezes isso tudo se torna muito exagerado e desnecessário.
voltando para a cultura hipster, como auxílio, pesquisei em fontes confiáveis de informação que me definiram a palavra com este trecho:
"Os interesses referentes à mídia por esse grupo incluem filmes independentes, revistas e websites notadamente relacionados à música alternativa."
isso é de fato, bom. Empresas de jogos, por exemplo, de iniciativas independentes conseguem destaque no mercado devido a essa tendência. Assim como bandas mais underground que competem com as gigantes top hits conseguem seu dinheirinho sussa. O problema está em que: quem não gosta de algo desconhecido, quem não é diferenciado, é automaticamente rotulado como sem graça, mainstream, babaca, "nossa você só gosta dessas bandinhas?", "nossa, sua foto de perfil é da choppada olha como a minha é legal eu estou tomando chá na porra duma canequinha da banda que ninguém ouviu falar e eu sei cantar 2 músicas deles e meu background do facebook é de um filme porcaria que ninguém conhece", etc.
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| starbucks: só meus amigos conseguem escolher o sabor certo eu só escolho coisas sabor gelo vão tomar nos respectivos cus |
fiquei puto porque eu fui no lollapalooza ver duas bandas que sou apaixonado, e o dinheiro, impressionantemente, valeu a pena. Isso porque a partir do momento em que eu sabia a letra de todas as músicas, com exceção de umas 4 no total, eu aproveitei o evento. Mas o que mais vi eram os chamados "posers", talvez até "hipsters": esses que se diziam super fãs de X e de Y, e que estavam ao meu lado nos dois shows, e simplesmente conheciam 2 músicas (com sorte 3) de cada banda. Esse é o lado babaca dessa modinha do "alternativo": todas as pessoas são escrotas até que se prove o contrário, e conseguem estragar tudo o que tem chance de ser legal.
por isso eu digo: tem gente que precisa de um pinto na vida. (alguns de greta mas foda-se o que curte)
